Quinta-feira, 8 de Junho de 2006

Alexandre...II

Ora então cá estou eu de novo paracontar mais um bocadinho da história do meu Alexandre...

O Alexandre nasceu de cesariana, marcada com 15 dias de antecedência, porque ele estava sentado.

Sendo eu uma cagarola (e desculpem lá o termo) quis que me dessem anestesia geral, porque não queria correr o risco de sentir a ser cortada, ou qualquer coisa assim.

Ainda me aferroaram a dizer que o pai o ia ver primeiro que eu, mas eu é que não fui em cantigas. Nada disso!! Se há coisa que eu tenho medo é do sofrimento (agora sofro de outra maneira, mas pronto), por isso nada de ficar acordada. Além disso só de pensar espetarem-me uma agulha nas costas para a epidural... já estava a ver o filme todo... ia doer que se fartava.

Sim porque uma coisa é quando se está com dores de parto (e imagino que deve doer à brava) e queremos algo que nos alivie as dores, outra bem diferente é estar muito bem e termos alguém a espetar-nos uma agulha nas costas, né?

Então não me importei nada que o pai (um paizão que é) fosse o primeiro a ver o bebé.

Pelo que me contaram não estive muito tempo na sala de partos, correu tudo muito bem, mas o pequenote era molito... preguiçoso dizia eu. Gostava era da barriguita da mamã. Ainda mais porque ele nasceu em Janeiro e se houve ano de chuva e vento foi esse, por isso ele queria era estar no quentinho da mamã.

Conta o papá que quando o menino saiu da sala de partos vinha com os olhitos fechados, asm assim que o papá falou para ele ele abriu os olhitos. Na verdade não me espanta nada, até porque quando estava grávido o papá falava muito para o menino na barriga, por isso nada mais natural.

Pois então... disseram que como eu tinha ficado totalmente anestesiada, o menino iria para a neonatalogia até eu recuperar as forças para poder cuidar dele.

O Alex nasceu a uam sexta feira de manhã e supostamente o menino viria para perta da mamã à tarde. Não aconteceu.

Depois disseram que o menino viria no sábado de manhã. Não aconteceu!

Ora as visitas só são permitidas a partir das 12h30m, pelo que tive de esperar até essa hora, porque antes não me deixaram ir ver o menino, porque ainda estava tonta e podia cair pelo caminho.

Lá tive eu que esperar pelo pai, para ser o pai a apresentar-me o menino.

Quando cheguei à neo ninguém me dizia o que se passava copm o menino. Diziam "A doutora amanhã fala consigo". QUE SECA!! PORQUE É QUE O MEU MENINO NÃO PODE IR PARACIMA COMIGO?

Mas bem... sem razão muito bem contada o Alexandre teve de ficar internado durante 11 dias. Picadela para cá picadela para lá... Bem, só para verem como era (e ainda é) difícil pôr um cateter no Alexandre posso dizer-vos que quand conheci o meu bebé ele tinha uma cateter na cabeça. Mas não foi por muito tempo, porque tabém aquela veia intupiu e logo tuveram que andar a picá-lo em todo o lado para conseguirem ao fim de não sei quanto tempo pôr um cateter no sovaco. Estão a imaginar a impressão que aquilo metia? Um bebé tão pequenino, sem sítio por onde o picar... As enfermeiras iam buscar veias não sei onde. Aliás ainda hoje é assim. Infelizmente já somos tão conhecidos no C.H.V.N.Gaia, que as enfermeiras mal sabem que é preciso pôr um cateter ao Alexandre, quase que tiram à sorte a ver a quem calha a palha pequenina. Mas são sempre umas ternuras. Aliás... poucas são as que eu não gosto... Saõ sempre tão queridas comn o Alex.

Continuando...

Enquanto estava na neo, todos os dias era pesado a ver se ganhava peso, uns dias na incubadora, outros fora... E sempre ligado ao soro. Umas vezes mais, outras menos.

A nossa primeira preocupação era ver quando o soro diminuia (indicador de que estava a engordar com o leite), mas o pior era quando chegávamos no outro dia, ou até mesmo depois do almoço e ele já estava com uma dose maior.

A parte mais difícil? Era ir para casa à noite sem ele. E quando lá estávamos era ver outros meninos a irem para casa e o nosso a continuar lá internado.

Aquilo custava!! Mas aghora que penso nisso, o Alxandre nunca esteve muito mal. Ele estava na sala mais perto da áída, logo a de menor risco. Complicado era ver os bebés prematuros na sala de cuidados intensivos. Ver... é como quem diz. Sabíamos que eles estavam lá, porque não podíamos sequer chegar perto dos outros meninos. Também com aquela falta de defesas só se quisessemos que os nossos meninos apanhassem outra doença qualquer.

Enfim... Foram o primeiros dias mais duros das nossas novas vidas de papás.

Por hoje já chega, não?

Amanhã começamos uma nova etapa.

Bjinhos

Patrícia

publicado por o-sitio-do-alex às 19:38

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6 comentários:
De Cláudia a 10 de Junho de 2006 às 13:15
Pois... este teu post foi muito difícil de ler!
Não te posso dizer que sei o que passaste na altura do nascimento... porque o meu menino, quando nasceu ficou logo ao meu lado... fomos para casa ao fim de 4 dias mesmo ele tendo nascido prematuro...
Tudo o resto sei o que é... a parte da enfermagem... dos hospitais... passei por tudo isso. E ler o que escreveste, faz-me lembrar das largas semanas de internamento do meu bebé...
E doi muito! Como doi...
Mas sabes que tenho um modo optimista de ver as coisas... acredito sempre que tudo isto nos faz crescer como pessoas... que nos torna seres humanos melhores.
Só posso dizer mais uma vez que estou aqui... pra o que for preciso!
E mais uma vez, temos mesmo de nos encontrar!
Um beijão!!!!
Cláudia
De Grilinha a 10 de Junho de 2006 às 07:41
Olá.

Estive a ler tudo. Ainda bem que apanhei no inicio....sei bem do que falas. o meu nino tb esteve 9 intermináveis dias numa incubadora (sem estar ventilado) e custou-me tanto. Tb cesarina, tb eu anestesia geral...
Muita coisa em comum. Adicionei -te no messenger, por isso não te admires de ver lá uma grilinha!!!! Volto !!! Mas só daqui por uma semana....Vou de férias. Beijinhos para ti e para o teu lindo...
De N´linha a 9 de Junho de 2006 às 15:04
Olá. Desculpa a invasão mas descobri o teu blog através do blog da Michicó e n pude de deixar de deixar-te uma palavra de força p continuares esse que deve ser um duro sofrimento, teu e do Alex(se me permites q o trate assim).
Deve se facto ser difícil p ti e p ele encararem essa dura realidade, mas com amor tudo se consegue e vê-se q amas mto o teu filho, como qqer mãe q preze o nome deveria fazer.
Muita força e melhoras p o Alex.
Beijinho gde.
De mixiko a 9 de Junho de 2006 às 11:14
Patricia, obrigada pela partilha...custa sempre não é? Mãe que é mãe sofre por partir para casa sem o filho e sofre por vê-lo sofrer...
beijo
De Sandra a 9 de Junho de 2006 às 04:10
Olá!
Vi o teu comentário no blog da Cloinca e vim espreitar e deixar-te um grande beijinho.
De o-sitio-do-alex a 9 de Junho de 2006 às 17:47
Olá Sandra!!
Obrigada por passares por cá. Vou actualizando sempre que possível a história do meu pequenino.
Vou passar a ver o blog também.
Bjs
Patrícia

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